Emissão de fumaça preta ou
branca, perda de potência, ruídos e consumo excessivo de combustível são os principais sintomas
que indicam eventuais falhas no sistema de turboalimentação. Quando o motorista sinalizar algum
desses sintomas, a equipe da manutenção deverá ficar atenta, pois esses
mesmos sinais, na maioria das vezes, representam problemas no motor, e todo
conjunto deve ser analisado antes de remover um turbo.
O item é composto por uma turbina e um compressor
de ar rotativo, dispostos em cada extremidade de um eixo. Os rotores do
compressor e da turbina estão dispostos em carcaças e seu funcionamento é
acionado pelos gases de escape, que giram a turbina quente e por meio do eixo
movimenta o rotor de compressão, que aspira o ar e o comprime para dentro da
câmara de combustão, aumentando a potência e torque do motor.

"O turbo
não tem desgaste e não quebra sozinho, se as manutenções no motor, como troca
de óleo e filtros, e a utilização de combustível de qualidade, forem realizadas
rigorosamente de acordo com o manual do fabricante. Uma quebra pode ser
provocada por sujeira nos filtros, bomba injetora desregulada, óleo
lubrificante vencido, entrada de pedaços do coletor de escape ou até restos de
componentes, porcas e parafusos", explica Augusto Charles D’Ávila,
mecânico da base da Transbahia, em Jequié.
O funcionamento do turbo depende dos gases de
escape, que giram a turbina do ar aspirado e comprimido, e do óleo de
lubrificação e refrigeração dos mancais flutuantes e do eixo giratório. O óleo
é um elemento muito importante na conservação do turbo e pode acarretar
problemas, por isso o mecânico deve verificar se há falta de lubrificação ou se
há contaminação, deterioração e oxidação do óleo, além de procurar falhas no
sistema de filtragem e vazamentos. 
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