"Isso nos causa uma grande indignação. Pessoas inescrupulosas se aproveitando das boas intenções de quem doou e da desgraça alheia para proveito próprio é revoltante. A polícia já abriu inquérito para que se identifiquem os culpados", comentou o secretário de Justiça e Cidadania de Santa Catarina Justiniano Pedroso.
O diretor estadual de Defesa Civil, major Márcio Luz Alves defende que os culpados sejam punidos exemplarmente. "A polícia tem que saber qualificar este tipo de crime. Infelizmente, em situações de desastre e caos, a gente não consegue identificar quem é ou não honesto", ponderou o oficial. A Polícia Civil de Rio Negrinho, através do inquérito, vai apurar se houve participação de funcionários da prefeitura de Ilhota na liberação das doações. Segundo o delegado da cidade, Procópio Batista Neto, poderá ocorrer o indiciamento de outras pessoas por corrupção, crimes tributáveis e falsidade ideológica. Entre os suspeitos do desvio de donativos, estão alguns funcionários públicos.
DEPOIMENTO
O acusado declarou que buscava o material em um galpão da Prefeitura de Ilhota. Foram pelo menos 10 viagens feitas com um caminhão para transportar os produtos até Rio Negrinho. Acrescentou que o material era liberado pelos próprios funcionários da Prefeitura. "Não vejo qualquer problema em revender. É sobra da enchente. Estas roupas e alimentos seriam enterrados ou jogados no lixo", afirmou à polícia Ismael Ratzkob, acrescentando que tem documentos que comprovam a origem dos produtos, a Prefeitura da Ilhota. Em nota oficial, o prefeito de Ilhota Ademar Felisky informou que até a manhã desta terça desconhecia o fato e que todas as providências estão sendo tomadas para apurar a denúncia através de um inquérito administrativo.
Fonte: http://www.estadao.com.br/home/index.shtm
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